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segunda-feira, 31 de julho de 2017

Invadiram o meu computador mas não conseguiram nada...



Infelizmente houve um acesso não autorizado na minha máquina. Por sorte não aconteceu muita coisa. Mas como isso aconteceu???

Apesar de todas as medidas de segurança que tomo para evitar problemas, no último domingo notei que algo estava errado quando a impressora imprimiu diversas folhas de modo bem estranho.

Gastou todo papel que estava na bandeja

A princípio pensei que fosse uma doideira no sistema da HP ou do Google, já que a minha atual impressora utiliza WiFi e todas as máquinas de casa podem imprimir diretamente na impressora.

Como não encontrei nada de errado fui dar uma olhada nos logs do CUPS e encontrei duas coisas estranhas nos últimos trabalhos de impressão. Justamente a impressão que gastou as folhas é que contem uma string semelhante a essa:

smbprn.00000053 Remote Downlevel Document 

E o usuário usado é totalmente diferente dos que normalmente são usado nas impressões. O que seria eu e a, minha esposa, Regiane. Mesmo assim ainda aparece mais o meu nome de usuário já que a Regiane usa um notebook a parte e a impressão é direto na impressora, sem passar pela minha máquina. Então o problema cai direto no Samba (por causa do smbprn). Mas como isso pode acontecer??

Normalmente as portas usadas pelo Samba e, por tabela, pelo sistema de compartilhamento do Windows são bloqueadas pelo Oi Velox já tem anos, juntamente com outras portas. Até aí nada demais e pode ser considerado até uma boa medida de segurança já que deixar um compartilhamento Windows exposto na rede externa é o mesmo que deixar a porta do galinheiro aberta para a raposa entrar. 

O resultado pode ser esse de cima

Claro que, a muitos anos atrás, foram feitos vários portscans e testes que mostraram que a porta 139, a responsável pelo método de compartilhamento do Windows e do Samba, estavam filtrados, o que deixava a minha máquina segura e, consequentemente, ficava tranquilo.

Mas, de alguma data desconhecida até o momento da publicação deste artigo, algum gerente de TI da Oi resolveu revisar os bloqueios e liberou as portas 137, 138, 139 e 445. Tudo isso sem nenhum aviso e em um momento bem perigoso por conta dos ataques que tiraram um monte de máquinas Windows do ar.

Será que foi algum estagiário? Não quero acreditar que a Oi colocou alguém desse tipo para fazer isso.

Como a liberação foi sem aviso prévio, parte dos compartilhamentos ficaram totalmente expostos na rede. Alguns compartilhamentos tinham senhas e nem foram afetados, outros eram somente leitura e havia um, onde guardo programas para instalar no notebook e nas máquinas virtuais, estavam com permissão total de leitura e escrita. É neste compartilhamento onde foi notado a maior alteração. Vários arquivos de instalação foram infectados com alguns malwares e outros apareceram para infectar qualquer máquina que tentar executar na rede.

Sem contar com o compartilhamento da impressora, que estava exposto. O invasor ou algum malware que esteja se espalhando, pensou que a minha máquina era mais uma Windows e enviou um malware, na esperança que o spooler do Windows rodasse e baixasse todos os componentes para que possa infectar ou sequestrar os arquivos, da mesma maneira que o WannaCry fez. Porém estava no Linux e o Samba repassou para o CUPS e o mesmo ignorou o arquivo e repassou para a impressora. O resto da história todo mundo já sabe.

Mas como saber se está em perigo??

Uma página que recomento é essa: https://www.grc.com/x/ne.dll?bh0bkyd2  Nesta página pode mostrar quais portas estão abertas e quais compartilhamentos estão expostas na rede.

O resultado que pode aparecer são esses:

Se o link 'File Sharing' mostrar a mensagem "Unable to connect with NetBIOS to your computer.", isso pode indicar:
  • Ou a sua máquina está protegida, o que significa que está seguro
  • Ou está atrás de um roteador, o que coloca uma barreira antes da sua máquina. Neste caso só deve se preocupar um pouco mais com a segurança do próprio roteador.
Agora se o mesmo link mostrar uma página dizendo o nome da sua máquina e os compartilhamentos, aí tem que se preocupar e muito. Qualquer um pode ver a sua máquina e fazer qualquer coisa para acessar os arquivos que estão nele.

Para evitar isso podemos fazer o seguinte:

No Windows:

Vá nas propriedades do adaptador de rede PPPOE e desmarque o 'Compartilhamento arquivos/impressoras para redes Microsoft'

Esse é um exemplo mostrando uma das placas de redes. Mas a primeira opção deve ser desmarcada caso seja a interface PPPOE

Feito isso refaça o teste e vai notar que os compartilhamentos não estão mais expostos na rede externa.

No Linux;

Esse foi o meu caso, onde o Samba deixou os compartilhamentos expostos. Para resolver isso edite o /etc/samba/smb.conf e adicione o seguinte, no final da seção [global]:

      bind interfaces only = yes
      interfaces = lo eth0
 

Assim, o Samba só vai deixar as portas abertas na interface local (do localhost) e na eth0. Deixando a interface ppp0 com menos falhas para explorarem e fazerem a maior bagunça.

O saldo final de tudo isso foram algumas folhas, que viraram rascunho, provavelmente alguns vídeos fotos e músicas foram copiados (Nada comprometedor já que os arquivos mais particulares estavam em áreas mais seguras do computador ou fora), e alguns instaladores danificados (isso é resolvido com um novo download). Nenhum rootkit foi encontrado, o que é uma notícia melhor ainda.

Isso ainda mostra que o Linux é seguro. Pode não ser totalmente seguro. Mas, mesmo com uma combinação de um descuido meu com uma pisada de bola da Oi, o estrago ficou restrito a apenas alguns compartilhamentos e só. Agora, se fosse uma máquina Windows que não estava totalmente atualizada e com as portas abertas:

Seria "NOW PANIC AND FREAK OUT"

Tenham uma boa semana.

domingo, 26 de julho de 2015

Usando o ipv6 no Linux pelo Oi Velox

Já estamos no novo protocolo.

Desde a semana passada que descobri uma coisa curiosa com o Velox aqui em casa. Como utilizo um modem em modo bridge, ao atualizar o windows, que quase não uso, na outra partição. Notei que o ip recebido estava diferente. Além do ipv4, tinha uma outra numeração em hexadecimal. Logo fui verificar em http://ipv6.br/ e http://test-ipv6.com/ e confirmei o que desconfiava. O ipv6 foi habilitado no Velox e ninguém me avisou.

Ainda não sei quando habilitaram. Pode ser na última semana, no mês passado, no início do ano. Bom, não importa. O importante, já que não tem endereços ipv4 para todo mundo, é aproveitar  e configurar o ipv6.

A postagem vai cobrir mais a configuração é que feita no Linux sobre o uso do ipv6 no Velox e usando a rede interna. Queria cobrir também a parte das janelas mas, depois de milhares de tentativas, não consegui fazer com que o ICS compartilhasse o ipv6 com as demais máquinas daqui de casa. Vou ficar devendo essa até que encontre uma solução (Só não sei quando...).

Então vamos ver as configurações. Pode ser que ainda não funcione para todo mundo. Aqui, em Mesquita, está funcionando. Em outros lugares deve demorar mais um pouco. Se não conseguir, tenha paciência e tente novamente daqui a alguns meses já que ele está aparecendo sem aviso prévio.

Esquema de configuração de uma conexão
 ADSL(Velox/Speedy/etc..) na 1ª camada OSI

Veja se o seu modem tem suporte ao ipv6. Isso é importante se estiver utilizando como roteador. Se for um modelo antigo é possível que não tenha suporte. Neste caso é preciso usar umas das 3 opções:

  1. Atualize o firmware do seu modem(Veja na página do fabricante).
  2. Coloque o modem em modem bridge e configure o computador para fazer a conexão.
  3. Compre um novo modem que tenha suporte a ipv6.
No meu caso, uso o modem no modo brigde e, mesmo sem suporte a ipv6, consigo acesso. Mas como isso é possível??? Dá para explicar usando o modelo OSI de camadas. Mas vou explicar apenas as 3 primeiras camadas para mostrar que isso é possível para não me alongar muito no texto (As outras camadas você não vai entender mesmo se bem que o uso do navegador faz parte da 7ª e última camada) Se tiver curiosidade pode seguir o link da wikipedia ou pesquisar para conhecer melhor.

A primeira camada é a física. É aquilo que pode tocar diretamente. É o modem, o cabo, a placa de rede, o fio do telefone, é o seu smartphone. É aquilo que vê na figura acima.

A segunda camada é a de enlace. É a camada utilizada pelo seu discador:

A camada 2 é onde faz a conexão com o provedor.
O discador pode estar dentro do modem, se estiver como roteador. Se for em bridge, ele aparece quando clica para conectar no provedor. É a conexão que chamamos de ponto a ponto (PPP). A conexão ethernet (das placas de rede) e o Wi-Fi também fazem parte dessa camada 2.

A camada 3 é onde é feita a configuração da rede.

A terceira camada é a de rede. É nela que se encaixa o atual ipv4 e o ipv6. É aonde se configura o endereço de rede (Seja 192.168.0.23 ou fd90:82:::::1 se for ipv6). Se mexeu na configuração manual de rede, então já mexeu diretamente na camada 3.

É aí que está o segredo de usar ipv6 num aparelho não suportado. Se o modem estiver como roteador, ele já é camada 1, disca para o provedor (camada 2) e ainda tem que distribuir a rede para o seu computador e os demais (camada 3). Se, na camada 3, não tiver suporte a ipv6, então não terá conexão ipv6 desta forma.

Se estiver como bridge, então as coisas mudam. O modem já é camada 1. A camada 2 fica entre o computador que vai discar para o provedor e o modem. Após discar, o computador já cuida diretamente da camada 3. E como o ipv4 e o ipv6 trafegam dentro do ppp da camada 2, o modem, mesmo sem suporte a ipv6, nem percebe que trafega o protocolo e repassa direto para o computador que entende e utiliza o novo protocolo.

Depois dessas explicações vamos para as configurações. Vou utilizar a configuração da minha máquina Debian. Usuários que utilizam o NetworkManager tem a configuração um pouco mais mastigada, o que pode facilitar. Mas, a configuração que vou explicar pode servir para qualquer distribuição.

O primeiro passo é ativar o ipv6 na configuração do pppoe. Caso não encontre, adicione a seguinte linha, no final do /etc/ppp/options:

+ipv6 ipv6cp-use-ipaddr

Desconecta e reconecta a conexão e veja se mudou algo no ppp0:

ppp0      Link encap:Protocolo Ponto-a-Ponto  
          inet end.: 200.222.202.179  P-a-P:200.217.90.134  Masc:255.255.255.255
          endereço inet6: 2804:d41:30a:336e:8c40:df6a:f407:603a/64 Escopo:Global
          endereço inet6: fe80::8c40:df6a:f407:603a/10 Escopo:Link
          UP POINTOPOINT RUNNING NOARP MULTICAST  MTU:1492  Métrica:1
          RX packets:100 errors:0 dropped:0 overruns:0 frame:0
          TX packets:135 errors:0 dropped:0 overruns:0 carrier:0
          colisões:0 txqueuelen:3 
          RX bytes:24526 (23.9 KiB)  TX bytes:11170 (10.9 KiB)


Se pegou essas duas linhas, em destaque, parabéns, já está utilizando o ipv6. Faça um teste em http://test-ipv6.com/ para ver tem conectividade.

A próxima configuração é, para caso utilize uma rede interna e o seu computador é o que compartilha a rede para os demais equipamentos. Do jeito que foi configurado as outras máquinas apenas vão enxergar o ipv4. Então vamos botar todo mundo no ipv6. Neste caso vamos utilizar um endereço ipv6 para redes privadas.

Um pouco diferente do ipv4, onde temos o padrão 192.168.0.1 ou 10.10.0.0, esses ips usam fd.... e mais alguns caracteres para definir o endereço de rede. Neste caso podemos usar alguns sites que geram estes endereços. Por exemplo temos o https://www.ultratools.com/tools/rangeGenerator e o http://unique-local-ipv6.com/. Usando o primeiro para gerar os endereços chegamos no seguinte exemplo:

Prefix/L: fd
Global ID: 087d117db1
Subnet ID: 1ecb
Combine/CID: fd08:7d11:7db1:1ecb::/64
IPv6 addresses: fd08:7d11:7db1:1ecb::/64:XXXX:XXXX:XXXX:XXXX
Start Range: fd08:7d11:7db1:1ecb:0:0:0:0
End Range: fd08:7d11:7db1:1ecb:ffff:ffff:ffff:ffff
No. of hosts: 18.446.744.073.709.551.616 - É host pra @#$@#$(*@

O importante é o Combine/CID que é a configuração que vamos utilizar. Neste caso vou usar o final de 64 bits mesmo que está no site. No outro site ele mostra com final 48 bits que também é válido. O objetivo dessa geração aleatória é diminuir as chances de um conflito de ips, caso conecte uma rede interna a outra via vpn ou outros meios. No caso de uma rede doméstica simples, vou deixar em 64 mesmo já que 48 vai dar muito mais endereços que a configuração anterior e só tem uns 10 equipamentos em casa :)

No Debian, sem ser pelo Network Manager, faça a seguinte edição no /etc/network/interfaces adicionando, logo abaixo da configuração do ipv4:

iface eth0 inet6 static
        address fd08:7d11:7db1:1ecb::1
        netmask 64


Após recarregar a rede, já temos um endreço ipv6 na rede interna. Agora será necesário configurar os outros computadores para usar a mesma rede do eth0. No ipv4 temos o DHCP que faz o serviço. Já, no ipv6, podemos ter uma versão do dhcp que faz esse serviço mas, o que fornece o ip é o serviço de autoconfiguração. Para ativar a autoconfiguração é necessário instalar o pacote radvd e inserir o seguinte no /etc/radvd.conf:

interface eth0
{
   AdvSendAdvert on;
   MaxRtrAdvInterval 30;
   prefix fd08:7d11:7db1:1ecb::/64
   {
        AdvOnLink on;
        AdvAutonomous on;
   };
   RDNSS 2001:4860:4860::8888 2001:4860:4860::8844 
   {
        AdvRDNSSPreference 8;
        AdvRDNSSLifetime 30;
   };
   DNSSL exemplo.com.br
   {
        AdvDNSSLLifetime 30;
   };
};


A configuração do RDNSS são dos endereços dos servidores de nome do Google, a versão ipv6 do 8.8.8.8 e 8.8.4.4. Com essa configuração podemos, agora configurar o redirecionamento de ip. Agora edite o /etc/sysctrl.conf e mude ou adicione os seguintes valores para:

net.ipv6.conf.all.forwarding=1
net.ipv6.conf.ppp0.accept_ra=2


Reinicie a rede ou o computador que já temos uma configuração quase pronta. Faltou um pequeno detalhe: iptables.

O iptables para ipv4 não faz nada no ipv6, por isso temos o ip6tables e podemos adaptar as configurações do ipv4 para o ipv6. Então adicione as seguintes configurações:

ip6tables -t nat -A POSTROUTING -s fd08:7d11:7db1:1ecb::/64 -j MASQUERADE

Crie um /etc/ppp/ipv6-up.d/0clampmss e adapte a seguinte configuração:

ip6tables -t mangle -o "$PPP_IFACE" --insert FORWARD 1 -p tcp --tcp-flags SYN,RST SYN -m tcpmss --mss 1400:1536 -j TCPMSS --clamp-mss-to-pmtu

Agora temos o compartilhamento de rede. A autoconfiguração não funciona completamente no windows devido a falta de suporte para adicionar os servidores DNS. Neste caso é necessário baixar um addon em http://sourceforge.net/projects/rdnssd-win32/ e seguir as instruções para ativar-lo como serviço no cliente e este cliente poderá utilizar a autoconfiguração por completo.

Com tudo configurado, a rede interna já pode trabalhar com ipv6 e qualquer computador que se conecte pode obter um ipv6 e navegar neste protocolo. E, para testar,  aponte para http://test-ipv6.com/ e veja se detecta o acesso.

Com isso temos uma configuração de pilha dupla de rede com ipv4 e ipv6 funcionando na rede interna e no Velox.  Em alguns clientes, por diferenças de firmware, sistema operacional, libc6 e outros fatores, farão que ou darão preferência ao ipv4 ou suporte apenas o ipv4, outros darão preferência para o ipv6. Por enquanto isso não será um grande problema já que, no casos de preferirem um ou outro se  houver um site só em ipv6, ele será acessado em ipv6. E, com o tempo, a configuração de pilha dupla ipv4/ipv6 se expandirá e vai permanecer por vários anos até que, um dia, a rede estará 100% em ipv6 e, com isso, o ipv4 deixará de existir.

Espero que isso ajude na configuração de pilha dupla. Caso tenha alguma dúvida pode deixar um comentário e espero voltar a publicar com mais frequência.

Tenham uma boa semana.

sexta-feira, 22 de julho de 2011

Provedores gratuitos para o Oi Velox - Chega de gastar dinheiro a toa.

Até, aproximadamente, o ano passado o serviço de Banda Larga da Oi, o Velox, necessitava da obrigatoriedade do uso de um provedor de acesso. Normalmente, com o serviço de ADSL isso era totalmente desnecessário já que a própria operadora pode dar acesso sem problemas. Mas, devido a uma resolução da própria Anatel, criou-se uma situação anormal aonde pagamos um pouco a mais apenas para autênticar no Velox em um dos provedores suportados.

Neste ano surgiu uma novidade que a própria Oi fez questão de não divulgar aos quatro ventos (Porque será??) e descobri, por acaso numa lista que assino, que existe uma opção de ter um provedor gratuíto. Ou seja, ainda existe a figura totalmente anormal do provedor em separado. Mas, como é gratuíto, ela se tornou um mero detalhe. No site do Oi Velox encontramos justamente aquela informação valiosa:


Com essa grande novidade, chegou a hora de economizar. No meu caso eu gastava uns R$ 40,00 por mês para manter a conta do Terra e o Terra Mail Gigante e se tornou uma lata de lixo eletrônico cara quando resolvi utilizar o email do meu próprio domínio como email principal.

Para conseguir o login e senha gratuito só precisa ligar para 10331 ou 10334 (Área da antiga Brasil Telecom), ir na opção Velox para falar com o suporte e solicitar o uso do provedor gratuíto.

No meu caso utilizei o próprio Oi Internet que me forneceu os dados da autenticação como:
  • Login: 21[numero do telefone]@oi.com.br
  • Senha: 5 primeiros números do CPF

Depois de testar a autenticação e ver se está tudo ok, é hora de cancelar o antigo provedor.

No meu caso foi complicado já que o setor que cuida de cancelamentos no Terra só funciona de segunda a sexta de 8 as 20 horas. Não sei se é a mesma coisa nos outros provedores. Mas, na primeira oportunidade, liguei e, depois de insistir um pouco cancelei o provedor. Foi mais de 10 anos desde a época da internet discada mas, hoje se tornou totalmente desnecessário.

Como isso é muito pouco divulgado a solução é espalhar a notícia para todos que usam Velox. Eu estou fazendo a minha parte já que não quero gastar mais apenas para autenticar e encher os cofres dos provedores e acredito mais gente vai se beneficiar com essa divulgação.

Tenham uma boa sexta.

domingo, 28 de março de 2010

Oi deixa os usuários do Velox sem acesso ao Twitter e outros sites.



Ontem, ao chegar em casa já na Hora do Planeta, enviei um Tweet pelo celular que foi normalmente. Ao ligar o computador, já no escuro, o Choqok reclama que não consegue acessar o Twitter. Achei estranho, a primeira coisa que pensei foi: Bloqueio da China??? Muito difícil já que o servidor root DNS responsável por estender o Grande Firewall Chinês a outros países já tinha sido desconectado.

Pluguei o celular no notebook e entrei normalmente no Twitter via Claro 3G. Depois de alguns testes rápidos encontrei uma coisa bem curiosa que deixei em: http://twitpic.com/1bf5jt poucas horas depois.


Pela foto do link dá para perceber que alguns roteadores em Miami começam a fazer uma espécie de 'ping pong' com o pacote do Twitter já que não conseguem encontrar o roteador seguinte. Algo similar a foto abaixo.




Ou seja, este ping pong, ou loop foi o responsável pelos problemas que ocorreram ontem ao tentar acessar o Twitter e outros sites como o http://bit.ly/ que deixaram vários links inacessíveis.


Mesmo que o culpado seja realmente a Tata Communications, a Oi deveria, ao menos, ter feito alterações nos roteadores para que o acesso ao Twitter siga por uma outra rota. Afinal existem várias maneiras de chegar no mesmo ponto na rede.


Felizmente o acesso aos sites afetados voltaram ao normal nesta manhã, pelo menos aqui no Rio. Mas, mesmo assim não é bom a Oi se comportar como a antiga Telemar ou, mesmo a antiga Telerj. Afinal não é bom queimar mais um nome por conta de tantas falhas.


Mais informações:


http://meiobit.com/meio-bit/internet/e-a-telerj-matou-o-twitter
http://www.insidetechno.com/2010/03/28/quem-ama-bloqueia-usuarios-da-velox-estao-sem-acesso-ao-twitter/